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Incidência do Câncer da Tireoide aumentou na última década. Mulheres são mais atingidas! Câncer da tireoide é o mais comum na região da Cabeça e Pescoço

O aumento no número de casos de pessoas com problemas de tireoide chama a atenção e leva ao alerta para que os sintomas da doença sejam detectados o quanto antes, principalmente o câncer da tireoide que teve um aumentou em 10% na sua incidência na última década, embora a mortalidade esteja estável. O câncer de tireoide é comumente diagnosticado em uma idade mais jovem do que a maioria dos outros tipos de câncer em adultos. Aproximadamente, 2 em cada 3 casos são diagnosticados em pessoas com menos de 55 anos de idade. Cerca de 2% dos casos de câncer de tireoide ocorrem em crianças e adolescentes.

Recentes pesquisas apontam ainda que aproximadamente 10% da população adulta tem nódulos da tireoide e, desse número, cerca de 90% são benignos. Com o avanço da doença, a estimativa é de que sejam registrados no Brasil, somente neste ano, 1.090 novos casos de câncer de tireoide em homens e 5.870 em mulheres, sendo o quinto tipo de câncer mais frequente entre as mulheres.

Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, em 2017, serão registrados mais de 6 mil casos de câncer da tireoide, repetindo a estimativa de 2016.  “O número total é pequeno em relação a outros tipos de câncer, mas já é o suficiente para prestarmos atenção a um problema que, muitas vezes, passa desapercebido pela maioria das pessoas, principalmente das mulheres”, diz o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Erivelto Volpi.

Ainda segundo o INCA, 84% dos casos de câncer da tireoide são em mulheres, um número cinco vezes maior do que o estimado em homens; 5.870 casos nas mulheres e 1.090 em homens. O especialista em cirurgia de cabeça e pescoço Dr. Erivelto Volpi, diz que esse tipo de câncer já é o quinto mais frequente no sexo feminino, sendo o alto risco de incidência na fase reprodutiva. “É importante ressaltar que, embora seja mais frequente nas mulheres, a doença afeta também os homens, sendo o 17º mais prevalente entre o sexo masculino”, diz Dr. Volpi.

Riscos – Dentre os fatores de risco para esse tipo de câncer estão o histórico familiar e a exposição à radiação. Na última década, a incidência do câncer da tireoide em todo o mundo cresceu 10% em todas as faixas etárias. Segundo Dr. Volpi, o fato se deve ao maior acesso ao diagnóstico, entre outros fatores. Porém o especialista diz que há estudos recentes sobre disruptores endócrinos – substâncias químicas que interferem no sistema hormonal, alterando a forma natural de comunicação do sistema endócrino -, e que podem ser uma das causas do aumento da incidência do câncer da tireoide.

Tratamento – A boa notícia é que se diagnosticado precocemente, aumentam as possibilidades cura. No entanto, cerca de 20% dos pacientes com câncer da tireoide recebe o diagnóstico já em estágio avançado, porque, muitas vezes, os sintomas acabam passando despercebidos ou confundidos com outros problemas de saúde. “A investigação adequada de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, porque quando tratado no início, o câncer da tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo”, explica Dr. Volpi.

A cirurgia para a remoção dos nódulos anormais (tireoidectomia) é a principal forma de tratamento. Após a cirurgia, o paciente passa a tomar hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide e, dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.

Nova classificação – Há quatro tipos clássicos de câncer da tireoide: o Papilífero, o Folicular, o Medular e o Anaplásico. Recentemente, estudo internacional realizado com a participação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz sobre o microcarcinoma papilífero mostrou que a variante folicular encapsulada não invasiva, considerado até então maligna, recomendou que seja classificada como benigna. “Com o desenvolvimento do conhecimento e com a mudança dos conceitos, pode ser que daqui a algum tempo, talvez, nem seja necessário mais operar esse grupo de pacientes”, acrescenta Dr. Volpi.

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