Tipos de Câncer da Tireoide

  • Carcinoma Papilífero é o tipo mais comum e está presente em cerca de 8 em cada 10 pessoas com câncer da tireoide, representando 80%de todos os tumores malignos da tireoide. Geralmente cresce  lentamente e, eventualmente, se espalha para os gânglios linfáticos no pescoço (chamamos de metástases ganglionares). A disseminação para outros órgãos, como pulmão, ossos, fígado, etc, é rara no carcinoma papilífero e acontece habitualmente em tumores avançados. O prognóstico é excelente nos cânceres papilíferos com índice de cura alcançando os 95%, mas é importante ressaltar que a cura depende do momento do diagnóstico, do tratamento adequado e do acompanhamento contínuo do paciente.
  • Carcinoma Folicular é o segundo tipo mais comum do câncer de tireoide (cerca de 10 a 15% dos casos). Não é comum que se espalhe para os linfonodos (gânglios) do pescoço, mas pode, às vezes, se espalhar para os pulmões ou ossos. Diferentemente do Carcinoma Papilífero, este tumor é menos comum em pacientes mais jovens e a idade de mais incidência é maior dos 40 a 60 anos. Se for detectado precocemente (quando o tumor é pequeno e confinado à tireoide), a taxa de cura é alta, quase 95% dos casos, especialmente em pacientes mais jovens.
  • Carcinoma Medular é muito menos comum (menos de 5% dos casos). Tem como característica a tendência a se disseminar para os gânglios do pescoço precocemente. Quando ainda está restrito à tireoide, os pacientes têm 90% de chance de sobrevida, livre de doença por 10 anos; quando já há a presença de metástases ganglionares, a sobrevida em 10 anos é de 70 a 80%; quando este tipo de tumor se dissemina para outros órgãos (tais como o fígado, ossos ou cérebro), a chance de cura diminui bastante. Este tipo de câncer da tireoide pode ocorrer em membros de uma mesma família e, quando é feito este diagnóstico, algumas vezes é necessário pesquisar mutações genéticas em outros membros da família.
  • Carcinoma Anaplásico é a forma menos comum (cerca de 1% dos casos) e a mais agressiva. Seu tratamento é muito difícil (baixa resposta à cirurgia, à quimioterapia ou à radioterapia) e os índices de sobrevida após um ano do diagnóstico são menos de 5%. Afeta principalmente homens  e, em sua imensa maioria, pessoas com mais de 65 anos. É extremamente raro em pacientes jovens.
  • Nova classificação. m 2016, um estudo realizado em diversos centros ao redor do mundo, sobre uma variante do carcinma papilífero (o carcinoma papilífero folicular encapsulado não invasivo), considerado até então maligno, recomendou que fosse reclassificado como benigno. No entanto, este diagnóstico só é possível de ser feito após a retirada do nódulo e é importante salientar que esta variante corresponde a apenas 8% de todos os carcinomas papilíferos. “Com o desenvolvimento do conhecimento e com a mudança dos conceitos, pode ser que daqui a algum tempo, talvez, nem seja necessário operar esse grupo de pacientes”, explica Dr. Erivelto Volpi.

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