Sobre o Câncer da Tireoide

A glândula tireoide, localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo da laringe, é responsável pela produção de hormônios que regulam o seu metabolismo, ou melhor, o processo de como o seu corpo usa e armazena sua energia. O câncer da tireoide ocorre quando tumores, também conhecidos como nódulos, crescem nessa glândula. A maioria dos nódulos (cerca de 90%) são benignos, mas os que não são podem espalhar por todo o corpo e colocar a vida em risco.

No entanto, a progressão da incidência do câncer da tireoide em  1% ao ano tem chamado a atenção dos especialistas.  Esse aumento deve-se, também, ao fato do maior acesso ao diagnóstico devido ao uso do ultrassom da tireoide, que permite a detecção de pequenos nódulos, que não poderiam ser diagnosticados no passado.

Sendo assim, o perfil do paciente mudou. No passado, os pacientes eram diagnosticados quando os nódulos já eram grandes e palpáveis. Hoje, cerca de 40% dos tumores identificados são pequenos, visíveis por meio do exame de ultrassom, o que aumenta muito a chance de cura.

Porém, mais da metade dos pacientes com câncer da tireoide recebe o diagnóstico já em estágio avançado, porque, muitas vezes, os sintomas acabam passando despercebidos ou confundidos com outros problemas de saúde. A investigação precoce de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, porque quando tratado no início, o câncer da tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo.

O Instituto Nacional de Câncer – INCA – registrou nos anos de 2014 e 2015 mais de nove mil casos, sendo pouco mais de mil em homens e oito mil em mulheres.  A estimativa do INCA para o biênio 2016-2017, publicada em relatório divulgado em fevereiro de 2016, demonstrou que em 2016, os registros de câncer da tireoide chegariam a 6 mil novos casos, destes 84% (5.870) em mulheres. Esse tipo de câncer já é o quinto mais frequente no sexo feminino, sendo o maior risco de incidência na fase reprodutiva. É importante ressaltar que, embora seja mais frequente nas mulheres, a doença afeta também os homens, sendo o 17º mais prevalente entre eles.