Incidência do Câncer da Tireoide aumenta 1% ao ano

A progressão da incidência do câncer da tireoide, cerca de 1% ao ano, tem chamado a atenção dos especialistas. Esse aumento deve-se, também, ao fato do maior acesso ao diagnóstico devido ao uso do ultrassom da tireoide, que permite a detecção de pequenos nódulos, que não poderiam ser diagnosticados no passado. Sendo assim, o perfil do paciente mudou.

No passado, os pacientes eram diagnosticados quando os nódulos já eram grandes e palpáveis. Hoje, cerca de 40% dos tumores identificados são pequenos, visíveis por meio do exame de ultrassom, o que aumenta muito a chance de cura. Porém, mais da metade dos pacientes com câncer da tireoide recebe o diagnóstico já em estágio avançado, porque, muitas vezes, os sintomas acabam passando despercebidos ou confundidos com outros problemas de saúde. A investigação precoce de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, porque quando tratado no início, o câncer da tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo.

Os dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer apontaram que no biênio 2016-2017,  os registros de câncer da tireoide chegaram a 6 mil novos casos, destes 84% (5.870) em mulheres. Esse tipo de câncer já é o quinto mais frequente no sexo feminino, sendo o maior risco de incidência na fase reprodutiva. É importante ressaltar que, embora seja mais frequente nas mulheres, a doença afeta também os homens, sendo o 17º mais prevalente entre eles.

Os carcinomas diferenciados são os mais frequentes, sendo os tipos morfológicos mais comuns são os carcinomas papilíferos (80%), seguidos do câncer folicular (10%) e medular (cerca de 3-5%). A presença de um nódulo na tireoide, região anterior baixa do pescoço, normalmente não é indicação da presença de um câncer. Entretanto, a ocorrência de nódulo tireoidiano em pacientes com histórico de irradiação prévia do pescoço ou histórico familiar desse tipo de câncer é preciso ser investigado.

Da mesma forma, nódulo tireoidiano associado à presença de linfonodomegalia cervical (gânglios linfáticos aumentados no pescoço) ou ao sintoma de rouquidão pode ser indicação de um tumor maligno na tireoide. A cirurgia para a remoção dos nódulos anormais (tireoidectomia) é uma das principais formas de tratamento. Após a cirurgia, o paciente passa a tomar hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide e, dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *