Ablação por Radiofrequência: novo procedimento para tratar nódulos benignos

Estima-se que 60% da população brasileira desenvolverá em algum momento da vida nódulos da tireoide. Destes, 95% serão benignos e, em alguns casos, a única indicação para o tratamento é a cirurgia convencional, deixando cicatrizes e a possibilidade – em necessidade da retirada total da glândula (tireoidectomia) -, de reposição hormonal para o resto da vida. Mas esse cenário acaba de mudar e traz aos pacientes com nódulo benignos da tireoide uma inovadora alternativa: o procedimento Ablação por Radiofrequência (RFA).

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Incidência do Câncer da Tireoide aumenta 1% ao ano

A progressão da incidência do câncer da tireoide, cerca de 1% ao ano, tem chamado a atenção dos especialistas. Esse aumento deve-se, também, ao fato do maior acesso ao diagnóstico devido ao uso do ultrassom da tireoide, que permite a detecção de pequenos nódulos, que não poderiam ser diagnosticados no passado. Sendo assim, o perfil do paciente mudou.

No passado, os pacientes eram diagnosticados quando os nódulos já eram grandes e palpáveis. Hoje, cerca de 40% dos tumores identificados são pequenos, visíveis por meio do exame de ultrassom, o que aumenta muito a chance de cura. Porém, mais da metade dos pacientes com câncer da tireoide recebe o diagnóstico já em estágio avançado, porque, muitas vezes, os sintomas acabam passando despercebidos ou confundidos com outros problemas de saúde. A investigação precoce de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, porque quando tratado no início, o câncer da tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo.

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